Posts Tagged ‘superstição

29
Mar
10

fitinha

Eu sou supersticioso com algumas coisas, metódico com outras, tenho algumas manias e tal.

Tipo, só entro no mar com o pé direito, tenho uma (p)reza (?) de ano novo, gosto de atravessar a rua em primeiro lugar, não controlo pulos de alegria ao fim de um expediente ou quando o ânimo está excessivo, entre mil outras coisas.

Mas essa semana percebi que finalmente resgatei uma mania, superstição ou tradição que fazia muita falta: a da fitinha.

Desde muito tempo atrás eu uso uma fitinha, pulseira ou algo que o valha, sempre no pulso esquerdo.

E essa fitinha sempre tem a ver com mulher e – predominantemente – paixão, amor, romancezinho ou algo que o valha. Desde a primeira pulseira ganho da primeira “namoradinha” de infância, passando por elásticos de cabelo “roubados” na brincadeira de paixonites da adolescência, ou mesmo um presente de uma amiga em um aniversário no começo da década.

Fita e mulher: tudo a ver?

A mania das fitinhas é só mais uma. Mas é forte.

De uns anos para cá, a tradição continuou. Uma fitinha do bonfim antiga, do colégio, teve seus três desejos realizados (OK, eram fáceis, mas funcionou) deu lugar à outra, que deu lugar a uma porrada de fitinhas do bonfim de uma amante, que por sua vez cedeu lugar à uma pulseira feita com muito amor e capricho pelas próprias mãos da então namorada, mas esta estourou e deu lugar a… nada.

Tentei usar relógios, tinha alguns quando era menor, mas não deu. Me dá calor, por incrível que pareça – e eu também preferia os usar na mão direita, por ser fantasmagoricamente canhoto em alguns casos (tipo escovar os dentes e fazer a proto-barba, além de usar os talheres. Minha tatuagem também fica na perna esquerda, então é mais um fator a se considerar). E então, com o pulso esquerdo vazio e abandonado, não raramente me sentia “pelado” indo pra qualquer lugar.

Então, a solução veio neste sábado. Uma fitinha, vermelha. OK, com os inscritos “Eu sou mais Cásper!”, algo para identificar os estudantes da já citada faculdade em uma balada, colocados por alguém que não tem nada comigo – a rigor, nem lembro quem me ajudou a amarrar os dois nós. Mas serviu muitíssimo bem. Fita, vermelha, no pulso esquerdo. E um pequeno vazio foi preenchido.

Como resolveremos a parte do romance, do sempre ter a ver com mulheres, da “fitinha do amor”, uma vez que esta fitinha não tem a mesma tradição das outras demais? Cásper é um substantivo feminino, e um lugar que eu gosto muito e resolvi apreciar muito mais agora que minha estadia por lá está teoricamente no final, mas é uma faculdade, uma instituição, e eu não costumo (alguém costuma?) cair de amores por instituições, especialmente uma tão confusa e absurda quanto a referida.

Portanto, a pergunta que sobre é: não terei romances ou mesmo novas ou antigas musas? Não sei.

O que isso pode influenciar em qualquer fator da minha vida? Nada, é só mais uma mania, uma besteira.

Só sei que tenho uma fitinha no pulso esquerdo de novo.

E acho isso ótimo.

04
Jan
10

Ano novo….

… vida nova?

É o que todo mundo diz e prega no revéillon, mas é o que quase nunca acontece na real mesmo.

Durante um montão de anos, eu sempre fiz mil e uma promessas e coisas a fazer, e listas, e agradecia um pouquinho, senão é gana demais. Superstições, uma pá de coisa.

2009 foi um ano bem da hora. Lógico, com um milhão de coisas ruins, entreveros, brigas, términos, gastrites, stress e o cacete, mas as grandes conquistas, o futebolzinho, as piadas ruins, um “só love” pra lá ou pra cá e uns amigos superaram tudo, com vantagem digna de… sei lá, Usain Bolt?

E então que eu, mais preocupado em me divertir com uns amigos na praia, decidi ignorar a tão amada e odiada “retrospectiva 2009″ e “lista de desejos 2010″ para seguir curtindo e me divertindo que nem um animal. A única coisa mais supersticiosa que ainda mantenho é pisar no mar sempre com o pé direito, sei lá porquê. Mas depois do relógio bater 00:00 do dia agora 1 de janeiro, fiz ali aquela prezazinha base (Mesmo bêbado) e só parei proque pisei numa rosa que um filho da puta supersticioso jogou no mar.

Nessa prezinha, fui lembrando de algumas coisinhas e fiz até umas promessas furadas. Furadas o suficiente que hoje é dia 4 de janeiro e eu já quebrei uma delas. O que de fato não foi ruim, pois agora em vez de evitar por conta de uma promessa, eu vou ter que me adaptar à promessa já quebrada.

Agora, falando de 2010 e tão-somente de 2010, este ano que já começou vai ser do caralho. Quer dizer, não sei se vai ser do caralho ou meio miado. Não vou forçar e virar porra-louca, mas também não vou me acomodar e criar raízes no sofá. Vai ser quase tudo ali, como diz a minha avó, no “bituím”. É só que com certeza vai ser mais um ano aí, na atividade, e eu quero aproveitar.

Tem tarefas homéricas, como o TCC (que vai tirar boa parte da minha vida e paciência), mas compensa sem aula de segunda ou sexta (o que vai aumentar consideravelmente minha presença em bares e peladas). Tem o trabalho na Gazetinha, agora com muito mais poder e liberdade, mas também tem o medo de chegar janeiro e não ter um emprego fixo. Tem a liberdade de morar sozinho e fazer o que quer (GRANDIOSO FEITO DE 2009), mas também tem as contas apertando o pescoço no fim do mês.

É, parceiro.

Rapadura é doce mas num é mole não, rapaz.

Nem mesmo em 2010.




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