Posts Tagged ‘relacionamento

12
Apr
10

sinceramente 12

12 de abril.


Parabéns primeiramente à progenitora. Antes de qualquer coisa que eu diga, é tudo consequência de dona KC ter nascido e – consequentemente, depois de um tempo – me feito nascer. Mas, uns 21 anos depois disso acontecer, esta segunda-feira de abril de 2010 tem um gosto estranho.

Então vou contar uma história.

Resumindo e criptografando, há duas primaveras eu falei umas besteiras sem sentido, sentei num banquinho branco, troquei de lado -por limitações físicas-, olhei para o relógio do Itaú que iluminava uma noite não tão fria, respirei fundo, sorri e dei o passo de entrada em uma viagem que eu estou há pelo menos quarenta minutos tentando achar um adjetivo e não consigo, portanto é justo dizer que não tenho palavras.

Não vou entrar em detalhes, por mais que eu (e possivelmente você, seja lá quem for) queira. Talvez eu até entre em detalhes – mas essa parte fica guardada em um documento escondido, com nome disfarçado, nos confins do meu computador, que é só pra eu ler quando estiver pensando em algo parecido, totalmente diferente ou realmente não estar pensando em nada do tipo, mas vai ficar guardado.


Enfim, vou contar uma historinha por meio de citações dos outros, uma vez que eu continuo terrível para expressar esse tipo de coisa por meio de minhas próprias palavras. Mas, para nublar tudo para uns e iluminar para outros, vou deixar misturado com alguns pensamentos e intervenções – talvez até metáforas, não me controlo – meus.

Tudo isso para dizer que eu honestamente acertei o pulo quando te encontrei. E então, começa a historinha, porque eu gostei do seu papo e do seu perfume, gostei do seu charme e do seu groove. Gostei do jeito como rola com você. Não larguei. Gostei do jeito como eu rolo – talvez na grama no meio de um monte de gente conhecida e dando risada – com você.

E então, depois de falar a palavra que você (ou eu?) deseja escutar, por diversas vezes, todas elas sinceras, cada um era o segredo que o outro ia desvendar. Nesta parte da história, não há música ou qualquer meio de expressão para representar o que aconteceu. Em qualquer sentido, modo ou forma, eu não tenho outros verbos a dizer além destes dois: amei, vivi.

Mas então, a noite veio trazendo a escuridão. E nenhum de nós – passando por uma roda gigante de altos e baixos – ficou. A escuridão, dita e metaforizada, doeu aqui e ali, mas especialmente ali e – admito – por culpa daqui. Eu sei e não gosto disso, mas felizmente o mundo girou mais uma vez e tudo ficou bem.

Pois e aí então eu abri meu coração e nada foi em vão.

E então, digo que sinceramente, my friend, você pode se abrir comigo.

———

Neste dia 12 de abril, eu pensei e pensei, e não consegui pensar em uma palavra que expressasse melhor – pensei em dizer “parabéns”, inicialmente título desta postagem, mas soa estranho – aquela sensação de ambiente quentinho, confortável, à beira da lareira, sorriso e riso descompromissado após um dia cheio e bem vivido que estranhamente sinto dentro de mim do que esta:

sinceramente, obrigado.

24
Dec
09

Amor

Venho por meio desta postagem me entregar e falar sobe meu novo-velho amor. Depois dela estar presente em um dos (diversos) natais da minha família, eu tenho que abrir meu coração e minha cabeça para o mundo, porque conter um amor desses não faz bem.

Já a conhecia e gostava dela há muito tempo, mas só agora parei pra pensar que não tem outra igual e é ela pra sempre.

Tenho que confessar: Mesmo quando eu estava namorando, nunca consegui esquecê-la. ou deixar de gostar dela.  Eu sei que isso é me expôr demais, mas é que é incontrolável, eu gosto muito dela pra ter segredos.

Para não deixá-los curiosos, vou começar a descrevê-la.

Ela é mais nova que eu. Tem 18. Muito amiga, um pouco maluca assim como todos nós, carinhosa. Às vezes fala alto e algumas coisas que não devia, mas geralmente tem coisas interessantes a dizer. Já viajou conosco diversas vezes, e sempre quer o melhor lugar do carro. É filha de uma amiga da família, então sempre fomos próximos até irmos nos conhecendo melhor.

Adora a natureza, gosta de fazer trilhas e viajar, mas tem um pouco de medo de pessoas estranhas, trovões e rojões, pois (assim como a minha mãe) tem ouvidos sensíveis. Falando em mãe, ela gosta muito da minha família toda, e isso pra mim é um fator determinante para o nosso novo-velho relacionamento.

Unhas sempre bem-cuidadas, cabelo sempre lavado e escovado, sempre impecável, praticamente uma metrossexual. Mas também é muito flexível, e não fica de frescurite quando é pra se sujar. Para comer, também não tem muita frescura, embora tenha um apreço especial por frango.

Muito amiga, sempre me escutou e me deu conselhos importantes em qualquer aspecto que eu conversasse com ela, independente de eu estar feliz ou triste. Até mesmo segurou a bronca diversas vezes quando eu estava puto e chutando tudo.

E ela tem um charme especial que a difere de todos nós. Muita gente pode achar estranho, mas essa garota tem cabelos grisalhos em boa parte do couro cabeludo. É mais branco que o da minha avó, mas em vez de achar isso estranho, eu gostei muito.

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O nome dela é LOBA.

Vê se dá pra resistir?

Vê se dá pra resistir?

É sério.

Não tem pessoa, bicho ou planta que eu goste mais do que essa cachorra.

Ontem eu estava morrendo de sono e fui ver um filme pra dormir, às 10 horas da noite. Mas aí liguei no “Marley e eu”, e quem disse que eu consegui dormir? Foi o terceiro filme da história que me fez chorar (a final do Mundial de Clubes contra o Liverpool é o #1, Forrest Gump é o #2) e assistir até o final.

Relacionamentos com cachorros são muito mais sinceros do que qualquer um com outro ser humano.

“Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”
- última frase do filme e do livro Marley e eu.




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