… agora tenho sonhos e até células de biologia para explicar sentimentos.

… e parece que não sou só eu!
… agora tenho sonhos e até células de biologia para explicar sentimentos.

… e parece que não sou só eu!
12 de abril.
Parabéns primeiramente à progenitora. Antes de qualquer coisa que eu diga, é tudo consequência de dona KC ter nascido e – consequentemente, depois de um tempo – me feito nascer. Mas, uns 21 anos depois disso acontecer, esta segunda-feira de abril de 2010 tem um gosto estranho.
Então vou contar uma história.
Resumindo e criptografando, há duas primaveras eu falei umas besteiras sem sentido, sentei num banquinho branco, troquei de lado -por limitações físicas-, olhei para o relógio do Itaú que iluminava uma noite não tão fria, respirei fundo, sorri e dei o passo de entrada em uma viagem que eu estou há pelo menos quarenta minutos tentando achar um adjetivo e não consigo, portanto é justo dizer que não tenho palavras.
Não vou entrar em detalhes, por mais que eu (e possivelmente você, seja lá quem for) queira. Talvez eu até entre em detalhes – mas essa parte fica guardada em um documento escondido, com nome disfarçado, nos confins do meu computador, que é só pra eu ler quando estiver pensando em algo parecido, totalmente diferente ou realmente não estar pensando em nada do tipo, mas vai ficar guardado.
Enfim, vou contar uma historinha por meio de citações dos outros, uma vez que eu continuo terrível para expressar esse tipo de coisa por meio de minhas próprias palavras. Mas, para nublar tudo para uns e iluminar para outros, vou deixar misturado com alguns pensamentos e intervenções – talvez até metáforas, não me controlo – meus.
Tudo isso para dizer que eu honestamente acertei o pulo quando te encontrei. E então, começa a historinha, porque eu gostei do seu papo e do seu perfume, gostei do seu charme e do seu groove. Gostei do jeito como rola com você. Não larguei. Gostei do jeito como eu rolo – talvez na grama no meio de um monte de gente conhecida e dando risada – com você.
E então, depois de falar a palavra que você (ou eu?) deseja escutar, por diversas vezes, todas elas sinceras, cada um era o segredo que o outro ia desvendar. Nesta parte da história, não há música ou qualquer meio de expressão para representar o que aconteceu. Em qualquer sentido, modo ou forma, eu não tenho outros verbos a dizer além destes dois: amei, vivi.
Mas então, a noite veio trazendo a escuridão. E nenhum de nós – passando por uma roda gigante de altos e baixos – ficou. A escuridão, dita e metaforizada, doeu aqui e ali, mas especialmente ali e – admito – por culpa daqui. Eu sei e não gosto disso, mas felizmente o mundo girou mais uma vez e tudo ficou bem.
Pois e aí então eu abri meu coração e nada foi em vão.
E então, digo que sinceramente, my friend, você pode se abrir comigo.
———
Neste dia 12 de abril, eu pensei e pensei, e não consegui pensar em uma palavra que expressasse melhor – pensei em dizer “parabéns”, inicialmente título desta postagem, mas soa estranho – aquela sensação de ambiente quentinho, confortável, à beira da lareira, sorriso e riso descompromissado após um dia cheio e bem vivido que estranhamente sinto dentro de mim do que esta:
sinceramente, obrigado.
Nasci em 89,
portanto tenho 20.
Sempre fui de números ímpares,
Adorava o 7, tive o 19 como favorito durante muito tempo
Fui campeão por duas vezes vestindo a 11.
Já tive 3 números de celular, inúmeros números de bancos, senhas, códigos, equações, datas.
Este próprio blog é 1,2,3 e uma brincadeirinha com o 4 alemão.

Mas meu número é mesmo o 12.
E eu só gosto de 1(a).
(E escr3vo ass1m c1fr4d0 p0rque a1nda estou a c0loc4r as id3ias em ordem.)
Descobri que meu estômago tem mais a ver com meu cérebro do que com suas funções propriamente ditas. Minha capacidade de digestão, manutenção da comida no corpo, azias, estomatites e cólicas estomacais estão intimamente ligadas ao meu cotidiano, minhas relações interpessoais e à minha atividade cerebral. Quanto maior o caos, maior a dor, mais o estômago pula, queima, se rebela e piqueteia junto com alguns de meus outros órgãos internos.
Lembro-me de uma discussão que não vinha tendo um bom caminho, e antes dela ter fim eu precisei sair correndo e “pôr os cachorros pra fora”. Pois bem, o momento passou, a pessoa passou, mas o estômago segue firme (?) e forte (?) com seus pulos, borboletas, reviravoltas e incêndios.
Tendo isso em vista, e obviamente não poderia me expôr, o código-tema e fonte da postagem que você lê neste momento é a cozinha, os alimentos, a comida. Como eu não poderia deixar de fazer uso das metáforas ou de nada do tipo, vai tudo encrypted assim mesmo. Até o meu raciocínio fica melhor.

Bom seria se o bolo da minha vida não desandasse nunca...
Bom, comecemos:
Eu tinha um bolo. Ele estava no forno há um bom tempo, muito bem preparado, cozinhando com maestria, ingredientes certos e a pitadinha de sal que sempre falta em algumas receitas. Receita exclusiva, doce, gostosa. Então, sem muito aviso, o bolo começou a dar sinais de que iria desandar. Nada muito claro, mas por premeditação tiramos o bolo do forno. E começou a desandar mesmo fora, tanto o bolo como o próprio cozinheiro.
Já ciente de que o bolo queimaria se voltasse para o forno em temperatura alta, principalmente depois de colocar outro docinho no meio do caminho, mesmo assim resolveu tentar recuperar rapidinho sua obra prima do mundo gastronômico, mas esta começou a queimar e desandar de vez, especialmente depois do tira-põe-tira-põe no forno. Então, nada mais a fazer se não tirar o bolo mais uma vez.
Então, o que fazer? Apostar em doces pequenos e fáceis de fazer, mas que ficam prontos rápido e apesar de saborosos não dão nenhuma satisfação adicional para o cuidadoso chef que os prepara? Fazer um bolo com os ingredientes destes doces após degustá-los? Juntando os ingredientes, a impressão inicial que se tem é que pode ser saboroso, e é realmente gostoso quando degustado, o que leva à talvez continuar com a receita, mas que pode demorar a dar liga. Tal por displicência e falta de vontade do cozinheiro, que não consegue elaborar bem nenhuma outra receita após ou esquecer do bolo magistral cair pelas tabelas, tal por azar, tal por uma percepção do chef, que visualizou, não sem a ajuda de um óculos especial, um cozinheiro amigo com problemas com uma receita muito parecida que desandou antes mesmo de entrar no forno.
Por interferência oculta deste companheiro de cozinha, que certamente ainda não sabe da história, o chef pensa duas vezes antes de botar a mão na massa. Pois bem, é melhor deixar uma receita de lado a perder um grandioso colega de profissão. Mas tudo depende. Agora, por favor, perdoem a licença poética, mas terei que ser tão decidido quanto o Cléber Machado: Pode continuar a receita? Pode. Pode dar liga? Pode. Pode não dar? Pode. Pode tentar abandonar a nova receita e tentar dar nova forma ao desandado, queimado e deixado bolo antigo, para que este retorne triunfalmente? Pode ser. Pode não fazer nenhuma das anteriores? Pode. Não sei, a panela pode achar uma coisa, o fogão outra. Realmente não sei. E como não vou conseguir desvelar isso tão cedo, farei como o Ultraje a Rigor: “eu não tô sabendo nada mas também não quero nem saber“.
Uma coisa é certa: O cozinheiro talentoso e inconstante havia perdido a mão.
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