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02
Jun
10

JUCA

Não vou falar muito porque são três horas da manhã que antecede o JUCA.

Aliás, nesta temporada os Jogos Universitários de Comunicação e Artes significarão muito para mim.

Pode (e deve) ser:

O JUCA do trabalho, porque o Esporte Universitário.Net estará lá.

O JUCA da experi, pois é o último como aluno e já sabemos como é.

O JUCA do xaveco (seria do amor?), já que é meu primeiro JUCA solteiro.

O JUCA do retardamento, pois sempre é assim.

O JUCA da torcida, já que este ano é um dos que mais vejo mobilização vermelha.

O JUCA do Homem-Pássaro, porque aqui é Cásper!

O JUCA das histórias, sempre melhores e mais inacreditáveis.

Uma coisa eu tenho certeza:

Só eu sei porque eu não fico em casa!

(nem na redação!)

13
May
10

entre tapas e beijos

Na marra. Foi assim que eu aprendi a “gostar” da língua portuguesa. Alfabetizado em inglês (como diria a Xuxa) devido às influências da família norte-americana, sempre preferi a língua anglo-saxônica à última flor do Lácio na infância. Então, motivado pela convivência com os amigos e obviamente por estar em terras brasileiras, fui deixando a mania de lado e aprendendo também o português. Tomei gosto por ler e escrever desde pequeno. Mas apenas pela arte e brincadeira de ler e escrever.

No Ensino Fundamental, eu era romântico inverterado e escrevia cartinhas e poesias para um (ou mais de um) amor platônico. Também era fissurado em ler livros de ação desde “O Gênio do Crime”, de João Carlos Marinho. (Todo mundo já leu esse livro). Mas leituras obrigatórias para o colégio, de jeito nenhum. Por preguiça, falta de paciência, de concentração ou mesmo por birra. Substantivos, adjetivos, pronomes, sujeito oculto, predicativo do sujeito. Não sabia nenhum, não queria nem saber e tinha raiva de quem sabia!

Então, veio o Ensino Médio. E tudo mudou? Não. Apesar de decidir me dedicar mais aos estudos e deixar um pouco o lado romântico, platônico e literário de lado, segui detestando a agora aula de Língua Portuguesa, e não apenas Português como antes. Mais complicação: gramática, morfologia, sintaxe, e a tão odiada desinência verbal. Raio que a parta, desinência verbal. VÁ PRA PUTA QUE TE PARIU, desinência verbal! Recitar Olavo Bilac, ler as obras clássicas, como Machado de Assis e outros “livros de velho”, conforme a definição da época, era uma tarefa das mais árduas, chatas e entediantes, e das menos realizadas. Quase repeti de ano por causa disto. Um dos melhores aluno em Física, segurava a bronca em todas as outras, Biologia, História, até na malfadadaQuímica eu conseguia me virar. Mas com a maldita Língua Portuguesa eu não podia.

Mas em meio a um mar de revolta e de notas vermelhas, fui salvo pelas redações. Estas redações – de vestibular ou mais soltas e livres – me fizeram voltar a ter certo apreço pela língua portuguesa, e passar a vê-la e utilizá-la como ferramenta. Como massinha, praticamente, uma ferramenta moldável. Que delícia era escrever um texto, reler e ficar satisfeito. Redações “brilhantes”, segundo a minha mãe, que me fizeram enveredar primeiro pela publicidade, e depois finalmente tomar gosto pelo jornalismo.

Mesmo na atual relação, que já passou por alegria e por tristeza, tapas e beijos, ainda há desconcertos. Por teimosia, sigo sem saber a estrutura de minha companheira (a criança dentro de mim berra cada vez que ouve “morfologia”), mas a aprecio. Gosto de comandá-la, moldá-la, mexer com ela. Distribui-la como um maestro, um camisa 10, ora passes curtos, ora um lançamento primoroso. Arriscar uma firula aqui e ali. Fazer frases poéticas (não ganhei o prêmio de Saramago Gazetiano à toa), com duplo sentido, reordenar períodos, escolher as palavras certas, pensar em novas ideias. Escrever, apagar, ler, falar alto, escrever, apagar, mudar. Até chegar a algo que eu fique satisfeito. Como esta redação. “Brilhante, filho, você escreve muito bem”, diria a minha mãe. Mas ela é suspeita pra falar.

(Redação inicialmente feita para a faculdade e minimamente adaptada para entrar no blog. Gostou? Não? Mas a minha mãe gostou. E a sua também!)

07
May
10

novas metáforas

… agora tenho sonhos e até células de biologia para explicar sentimentos.

… e parece que não sou só eu!

12
Apr
10

sinceramente 12

12 de abril.


Parabéns primeiramente à progenitora. Antes de qualquer coisa que eu diga, é tudo consequência de dona KC ter nascido e – consequentemente, depois de um tempo – me feito nascer. Mas, uns 21 anos depois disso acontecer, esta segunda-feira de abril de 2010 tem um gosto estranho.

Então vou contar uma história.

Resumindo e criptografando, há duas primaveras eu falei umas besteiras sem sentido, sentei num banquinho branco, troquei de lado -por limitações físicas-, olhei para o relógio do Itaú que iluminava uma noite não tão fria, respirei fundo, sorri e dei o passo de entrada em uma viagem que eu estou há pelo menos quarenta minutos tentando achar um adjetivo e não consigo, portanto é justo dizer que não tenho palavras.

Não vou entrar em detalhes, por mais que eu (e possivelmente você, seja lá quem for) queira. Talvez eu até entre em detalhes – mas essa parte fica guardada em um documento escondido, com nome disfarçado, nos confins do meu computador, que é só pra eu ler quando estiver pensando em algo parecido, totalmente diferente ou realmente não estar pensando em nada do tipo, mas vai ficar guardado.


Enfim, vou contar uma historinha por meio de citações dos outros, uma vez que eu continuo terrível para expressar esse tipo de coisa por meio de minhas próprias palavras. Mas, para nublar tudo para uns e iluminar para outros, vou deixar misturado com alguns pensamentos e intervenções – talvez até metáforas, não me controlo – meus.

Tudo isso para dizer que eu honestamente acertei o pulo quando te encontrei. E então, começa a historinha, porque eu gostei do seu papo e do seu perfume, gostei do seu charme e do seu groove. Gostei do jeito como rola com você. Não larguei. Gostei do jeito como eu rolo – talvez na grama no meio de um monte de gente conhecida e dando risada – com você.

E então, depois de falar a palavra que você (ou eu?) deseja escutar, por diversas vezes, todas elas sinceras, cada um era o segredo que o outro ia desvendar. Nesta parte da história, não há música ou qualquer meio de expressão para representar o que aconteceu. Em qualquer sentido, modo ou forma, eu não tenho outros verbos a dizer além destes dois: amei, vivi.

Mas então, a noite veio trazendo a escuridão. E nenhum de nós – passando por uma roda gigante de altos e baixos – ficou. A escuridão, dita e metaforizada, doeu aqui e ali, mas especialmente ali e – admito – por culpa daqui. Eu sei e não gosto disso, mas felizmente o mundo girou mais uma vez e tudo ficou bem.

Pois e aí então eu abri meu coração e nada foi em vão.

E então, digo que sinceramente, my friend, você pode se abrir comigo.

———

Neste dia 12 de abril, eu pensei e pensei, e não consegui pensar em uma palavra que expressasse melhor – pensei em dizer “parabéns”, inicialmente título desta postagem, mas soa estranho – aquela sensação de ambiente quentinho, confortável, à beira da lareira, sorriso e riso descompromissado após um dia cheio e bem vivido que estranhamente sinto dentro de mim do que esta:

sinceramente, obrigado.

29
Mar
10

fitinha

Eu sou supersticioso com algumas coisas, metódico com outras, tenho algumas manias e tal.

Tipo, só entro no mar com o pé direito, tenho uma (p)reza (?) de ano novo, gosto de atravessar a rua em primeiro lugar, não controlo pulos de alegria ao fim de um expediente ou quando o ânimo está excessivo, entre mil outras coisas.

Mas essa semana percebi que finalmente resgatei uma mania, superstição ou tradição que fazia muita falta: a da fitinha.

Desde muito tempo atrás eu uso uma fitinha, pulseira ou algo que o valha, sempre no pulso esquerdo.

E essa fitinha sempre tem a ver com mulher e – predominantemente – paixão, amor, romancezinho ou algo que o valha. Desde a primeira pulseira ganho da primeira “namoradinha” de infância, passando por elásticos de cabelo “roubados” na brincadeira de paixonites da adolescência, ou mesmo um presente de uma amiga em um aniversário no começo da década.

Fita e mulher: tudo a ver?

A mania das fitinhas é só mais uma. Mas é forte.

De uns anos para cá, a tradição continuou. Uma fitinha do bonfim antiga, do colégio, teve seus três desejos realizados (OK, eram fáceis, mas funcionou) deu lugar à outra, que deu lugar a uma porrada de fitinhas do bonfim de uma amante, que por sua vez cedeu lugar à uma pulseira feita com muito amor e capricho pelas próprias mãos da então namorada, mas esta estourou e deu lugar a… nada.

Tentei usar relógios, tinha alguns quando era menor, mas não deu. Me dá calor, por incrível que pareça – e eu também preferia os usar na mão direita, por ser fantasmagoricamente canhoto em alguns casos (tipo escovar os dentes e fazer a proto-barba, além de usar os talheres. Minha tatuagem também fica na perna esquerda, então é mais um fator a se considerar). E então, com o pulso esquerdo vazio e abandonado, não raramente me sentia “pelado” indo pra qualquer lugar.

Então, a solução veio neste sábado. Uma fitinha, vermelha. OK, com os inscritos “Eu sou mais Cásper!”, algo para identificar os estudantes da já citada faculdade em uma balada, colocados por alguém que não tem nada comigo – a rigor, nem lembro quem me ajudou a amarrar os dois nós. Mas serviu muitíssimo bem. Fita, vermelha, no pulso esquerdo. E um pequeno vazio foi preenchido.

Como resolveremos a parte do romance, do sempre ter a ver com mulheres, da “fitinha do amor”, uma vez que esta fitinha não tem a mesma tradição das outras demais? Cásper é um substantivo feminino, e um lugar que eu gosto muito e resolvi apreciar muito mais agora que minha estadia por lá está teoricamente no final, mas é uma faculdade, uma instituição, e eu não costumo (alguém costuma?) cair de amores por instituições, especialmente uma tão confusa e absurda quanto a referida.

Portanto, a pergunta que sobre é: não terei romances ou mesmo novas ou antigas musas? Não sei.

O que isso pode influenciar em qualquer fator da minha vida? Nada, é só mais uma mania, uma besteira.

Só sei que tenho uma fitinha no pulso esquerdo de novo.

E acho isso ótimo.

11
Mar
10

Revolução russa

O homenageado

Yeltsin: 1931-2007

Sexta-feira, 29 de abril de 2007. Fim da primeira semana de provas na Faculdade Cásper Líbero, em que certo então primeiroanista de Jornalismo tinha passado com um satisfatório grau de sucesso. Basicamente, uma sexta-feira de comemoração por feitos próprios e falso luto pela morte do ex-presidente russo Boris Yeltsin, falecido naquela mesma semana.

Como de costume, veteranos e calouros da Faculdade Cásper Líbero se locomoveram até as proximidades da Av. Brigadeiro Luís Antônio, e pararam à frente de uma livraria e uma loja de roupas, já fechados devido ao tardio horário. Ao lado destes, porém, um estabelecimento funcionava a pleno vapor: o bar “Domínio”, destino cotidiano e quase que religioso daqueles alunos.

Depois de pagarem e consumirem um engradado de cerveja, os universitários, embora em grande número, já começavam a se encontrar em um avançado grau etílico. Foi então que surgiram as duas garrafas de “homenagem” da semana. A primeira, trazida por um então terceiroanista de Presidente Prudente, tinha o rótulo de “Baianinha”, um cheiro extremamente doce e um teor alcoólico muito acima do esperado. Como bom calouro, tal primeiroanista foi obrigado a experimentar em larga escala daquela bebida, diretamente do gargalo, sem intervalos para respirar.

Pouco mais tarde, outro veterano chegaria com o item que homenagearia Boris Yeltsin, primeiro presidente da história da Rússia. Uma garrafa de plástico, com um nome impronunciável e, teoricamente, vodka em seu conteúdo. Claro, em luto ao russo, brindaram e beberam aquele líquido incolor que tinha gosto semelhante ao imaginado sabor de álcool de limpeza.

Bolachinhas, senhor?

Bolachinhas, senhor?

Já absolutamente embriagado, ultrapassando a noção do aceitável e vulgarmente tropeçando em sua própria sombra, o calouro, que também havia perdido a carona para casa e a noção do tempo, tinha uma nova missão: chegar a um lugar seguro o suficiente para repousar, ou mesmo em sua própria casa. No quase vazio ponto de ônibus em frente ao bar, o calouro – com a visão embaçada pelo álcool consumido freneticamente e pelo cansaço – se deparou com uma alma caridosa. Ela vestia um tailleur de cor escura, com uma camisa clara, um lenço colorido no pescoço e um chapéu, caracterizando-se assim como uma aeromoça. Ao perguntar se havia algum ônibus para a Avenida Francisco Morato e se deparar com uma resposta positiva, tal calouro quase pulou de alegria, desistindo justamente por conta de seu equilíbrio falho.

A mesma alma caridosa, em um ato de extrema bondade, sentou ao lado do calouro no ônibus e lhe forneceu bolachas de água e sal, tentando assim fazer com que este retome a sobriedade. Embora satisfeito com este ato de solidariedade, tal estudante retribui o gesto da pior forma possível: Vomita em cima da aeromoça.

Sim, no colo da pessoa que tentava o ajudar. Enojado com o próprio ato, e um pouco melhor e mais consciente de seus atos por ter passado mal e expurgado um pouco do álcool em seu organismo, “Alemão”, como tal primeiroanista era conhecido, levanta-se, passa pela catraca e fica esperando “em pé” – amparado pelas mãos que firmemente agarravam uma estrutura de apoio do veículo, até o ponto em que descia.

A missão seguia com um alto grau de dificuldade. Locomover-se mais quatro quarteirões, acertar a chave na porta, tomar um banho e finalmente dormir. Enquanto andava, Alemão percebeu como sua tarefa era complicada: em seus primeiros vinte passos, tropeçou uma vez e pisou na extensão de seu fone de ouvido – nunca mais visto. Dois tropeços, uma pausa para respirar e quatro quarteirões depois, finalmente o calouro havia chegado à seu quartel general. Limpo e reconfortado, o estudante, ainda embriagado, caiu no sono em sua tão buscada cama.

Retrato fiel de sábado

Retrato fiel de sábado

Após um sono irregular, o calouro acordou com os barulhos em seu quarto anunciando o horário, quatro horas da tarde. Sem se recordar imediatamente de todo o seu dia anterior, levantou-se com uma certeza: Boris Yeltsin não ficou nem um pouco contente com a homenagem. Talvez pela mistura de bebidas, talvez pela baixíssima qualidade da vodka, o fato era que Yelstin comandava uma nova e violenta revolução. Dentro dos órgãos do jovem. A sensação que o estudante tinha era a de que seu estômago havia se rebelado contra o próprio organismo, piqueteava e queimava em fúria.

O fígado, a cabeça e os olhos pareciam ter sido perdidos na batalha, e a sedenta garganta era flagelada com bombas incendiárias. Embora contra-atacasse com antiácidos, “anti-ressaca” e cuidados maternos, ele seguiu a sofrer por dois dias consecutivos e finalmente assinar uma trégua com seu organismo, Alemão chegava a dois consensos: nunca mais iria beber, promessa esta facilmente derrubada, e nunca mais celebraria o falecimento de qualquer pessoa. Especialmente os russos.

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Postagem inicialmente pensada para publicação no final de Abril, quando o fato verídico completa três anos. No entanto, uma redação valendo nota com o tema de “experiência significativa negativa” que aconteceu contigo. O post original, contado em primeira pessoa, misturado com um monte de outras coisas, está aqui e aqui, no antigo Einz, Zwei, Drei, BIER.

03
Mar
10

Ilhado

“…cercado de sangue bom, como a água cerca a ilha”


- A frase acima é de uma música composta por sabe-deus-quem, mas que eu ouvi pela primeira vez saindo da boca de Marcelo D2. Méritos do artista à parte, uns gostam, outros não gostam, mas esta frase, e exatamente esta frase, resumiu exatamente o que eu senti no meu aniversário. E, além de tão-somente a data de meus cumpleaños e da festa, é o que eu venho experimentando recentemente, e estou adorando viver na minha própria pele. O raciocínio segue.

Ilhado assim mesmo, essa é a minha imagem dos meus 21

Pessoas de todos os cantos que eu conheço, da faculdade, do colégio, da família, dos trabalhos, agregados ou só amigos perdidos e achados em algum lugar, compartilhando cerveja e jogando papo fora. Honestamente, tudo que eu esperava e muito mais no meu aniversário de número 21.

Conforme disse no convite, elogiado por muitos pela criatividade e criticado por outros pelo tamanho (e nem recebido por alguns, e decerto não foi minha intenção), rolou muito papo, muita risada e grupos diferentes – por vezes interagindo entre si – conversando sobre diversos assuntos e, repetindo o Boça, uma “puta vibe gostosa, mêo”. Enfim, pra mim, que fiquei pipocando de pedaço de mesa em pedaço de mesa, de papo em papo e de grupo em grupo, foi extasiante. Até mesmo quem não pôde ir e avisou, antes, durante ou depois, parecia estar lá. E teve gente que foi e eu não lembrei, mas enfim, concluindo o pensamento, acho que já deu pra explicar o que “ilhado”, título deste post, significa.

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(Parte II desta postagem, bobagens curtas e sem nexo. Se quiser, pare por aqui.)

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Continente

Continente: A parte do “Ilhado”, título desta postagem, já foi mencionada e esta mensagem deveria ter terminado antes mesmo do parágrafo acima, e eu avisei. Mas eu irei aproveitar o espaço e seu tempo, já que, para estar lendo este  blog que nunca tem nenhum propósito, ou você é meu amigo demais pra não ler abaixo, ou você quer me derrubar e usar toda essa informação contra mim ou você não está fazendo nada, tem tempo pra descer a tela e está curioso demais para parar. Falando em parar, eu preciso parar de pensar em como entrar na cabeça de quem recebe a mensagem que eu estou emitindo (e isso é mais um assunto longo que eu posso te contar no bar, porque pra digitar tudo isso dá muitíssimo trabalho).

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Um brinde

Um brinde

Felicidade recente - Não quero – longe de mim – cantar de galo pra cima de ninguém, mas de um jeito muito esquisito 2010 (claro, sempre com algum revés aqui e ali) tem sido delicioso de viver. Estou, de um jeito possível, feliz e tranquilo. Deixei de ter alguns preceitos que tinha, ou literalmente rabugentices (mas sempre serei rabugento, por motivos que a ciência jamais poderá explicar), estou fazendo diversos novos amigos, retomando amizades que eu nem pensava que ocorreriam. Uma coisa que é engraçada, e isso pode ocorrer porque (ainda) estou em férias: todo dia eu acordo contente por ser eu mesmo. E isso é muito estranho, mas é legal pacas também. Não sei explicar, se quiser, pergunte.

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Quebra cabeças

Quebra cabeças

Quebra-cabeças e informação: Continuo resolvendo conflitos próprios e de outros nesta de ouvir aqui e acolá,  e também gather information (guarde estas duas palavras, uso elas de forma recorrente e não sei explicar em português), comecei a ligar os pontos por mim mesmo e descobrir novas facetas e versões de histórias, além de completar diversos quebra-cabeças e rir muito com isso. Mas essa parte é assunto para uma outra (bem longa e sem data prevista) postagem.

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Melhor descrição de "Curtíssimas"

Ah, curtíssimas

Curtíssimas: Meu TCC vai me matar, não quero mas aula e nem começamos o ano, aproveitei muito bem a cervejada,  há uma nova musa, ainda totalmente desconhecida,  com quem jamais troquei uma palavra e sem nenhum contato sequer. Só sei o primeiro nome, e vi na noite desta fria terça-feira dois de março. Ah, pra terminar, fecharam a porta do carro no meu dedinho, meu chuveiro novo parou de funcionar e já voltou e eu estou aproveitando minha última noite de férias neste exato momento que escrevo a postagem.

24
Feb
10

Parabéns #21

Este dia 24 de fevereiro é a data em que comemoro 21 anos.

E eu estou feliz pacas.

Parabéns pra mim!

Parabéns pra mim

Não só porque é uma data comemorativa, mas que agora meus ponteiros parecem estar se alinhando. Neste ano de 2010, já resolvi conflitos, reatei amizades, descobri novos brothers, alguns até inesperados, aprendi várias músicas no violão, meu estômago está me poupando um pouco mais das gastrites, já fiz e vou fazer mil coisas de trabalho e TCC, estou aproveitando as minhas merecidas férias da Gazeta (até 03/03), enfim. Estamos em Fevereiro e pelo que foi até agora, especialmente nesses dias aí, tenho que dizer que tô bem na fita. E vou seguir assim.

Sobre estar fazendo 21 anos, só tenho uma coisa a dizer: repetiram a piada do “você pode ser preso” dos 18, mas agora eu posso ser preso em qualquer lugar no mundo. E beber em qualquer canto também, o que pode se tornar uma combinação deveras perigosa.

Presente: Você sabe quando está ficando velho quando ganha um microondas de presente de aniversário em vez de um videogame. E sabe que está ficando responsável quando GOSTA desse presente.

Enfim, essa foi só uma postagem pra comemorar meu aniversário, não tem muito assunto.

Logo mais, conto como foi o evento desta sexta-feira que se avizinha, que você está convidado, caso comente essa postagem e ainda não tenha sido chamado.

16
Feb
10

Pílulas do chuveiro: carnaval, musa, comunicação

OK, tendo em vista que eu já arrumei o meu chuveiro, preciso dar notícias respondendo às questões e exigências da minha última postagem, em que eu coloquei algumas metas e lembretes a serem cumpridos. Então, se prepara, porque hoje a postagem vai ser longa, densa e abordar um monte de assuntos, alguns superficialmente, outros não.

Bright side of life: Já consegui o chuveiro!

Bright side of life: Já consegui o chuveiro!

A instalação do meu novo chuveiro, que também não é nada de mais, é elétrico e tem a “boca” (por onde sai água) mais ou menos com 1/3 do anterior, é um marco na minha vida. Não, na verdade, não significa nada além de um bom banho quente e é só um gancho pra esta postagem.

Então, vamos responder, de forma curta, pois hoje está faltando paciência e sobrando sono, aos tópicos da ementa da última reunião. Vamos aos lembretes:

Instalar o chuveiro – SUCESSO!

Dormir cedo - FALHEI MISERAVELMENTE. Todos os dias deste tal postagem, tenho dormido tarde e muitas vezes acordado cedo, com destaque para o dia em que cheguei às cinco e entrei no trabalho às nove.

Gather some information - SUCESSO PARCIAL. Consegui angariar mais informação e adicionar alguns pontos a mais ao meu arquivo, mas as informações não foram relativamente boas para este caso. Às vezes, pensando aqui com os meus botões, acho que teria sido um pouco melhor para mim e para a minha mira que estas informações fossem diferentes. Mas agora é só trabalhar e quem sabe usar a informação a meu favor. Ou largar o osso.

Agora, as postagens que eu estava devendo também serão feitas, mas também em uma escala de miniatura, pois alguns assuntos já são velhos e eu não lembro mais a ideia tão genial que eu tive pra lembrar (e esquecer) de postar. OK então, vamos às postagens versão Mini Cooper.

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Carnaval é só um feriado

Carnaval é só um feriado

Carnaval: Essa é a mais curta de todas as postagens. É que eu precisava falar de Carnaval porque estou de plantão neste grande feriado do Samba, que pra mim não serve para quase nada.

Não que eu não goste do Carnaval, na verdade eu adoro. Especialmente quando eu folgo. É que eu não gosto desse auê todo de escolas de samba, carros alegóricos, avenida, essa retinha que você precisa percorrer em uma hora vestindo um monte de fantasia e num carro que mais parece o Megazord do Power Rangers. Aí, vem a apuração das notas dos desfiles, e a cada 9,9 é como um negócio mega meia boca.

Desculpem-me os brasileiraços de coração e que acham que Carnaval é a maior coisa no universo, mas não me faz pirar. Além disso, meu sangue gringo aflora com muita força sempre que eu penso em chegar perto de sambar, e esse feriado pra mim é bom porque sempre me lembra que meu aniversário está próximo.

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Musas:

Tá bom, vai, você é musa sempre.
Tá bom, você é musa sempre.

Sim, musas. Aquelas que inspiram e fazem suspirar. Normalmente distantes e inatingíveis. A Loba segue sendo sempre meu  maior amor. No entanto, desde há muito tempo atrás, minha vida tem sempre escolhido algumas musas. Por motivos randômicos ou nem tanto, geralmente “nem tanto”, escolho uma pessoa do sexo oposto por qual obviamente tenho atração e ponho na minha cabeça como musa.

Isso quer dizer que eu vou fazer de tudo para ficar com essa mulher e me desesperar por isso? Não. Nem a pau. MAAS, claro, você vai vendo o que acontece, e caso tenha uma abertura, aproveita. Ou então, você já pode estar com a sua musa e ela nem por isso perde sua majestade, e isso é algo realizador.

Mas recentemente, o meu conceito de musa ficou meio deturpado e o tal alvo foi escandalosamente aberto ao público. Com isso, apesar do apelido ser extremamente bacana, o conceito e a ideia perdem seu valor inicial. Atualmente, a palavra “musa” tem muito mais a ver com um apelido que tal (is) pessoa (s) homenageada(s) ainda não sabe(m) (na verdade sabem, mas não deveriam saber) que tem do que na verdade com essa tal farra  psicológica e piada interna solitária que eu acabei de descrever.

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Ill Communication

Ill Communication

Ill Communication – Esse é o nome de um CD dos Beastie Boys que ilustra exatamente o tema desta micro-postagem. Ela também poderia se chamar “Ô Adriano, tá me ouvindo?”, mas eu não achei nenhuma foto tão legal disso a não ser esta. Enfim, vamos ao que tenho que falar.

Nos últimos tempos, pra não dizer desde os primórdios, existem falhas de comunicação na humanidade. Pessoalmente, eu sou ótimo nisso, em entender errado as coisas e dizer qualquer coisa que possa ser interpretada de um jeito errado. Mas sempre acontece com todo mundo, ninguém é à prova disso. E isso gera briga, discórdia, mal-entendidos, separação, e especialmente no meu caso, gastrite.

Então, reproduzo as perguntas que surgem na sua cabeça e respondo automaticamente: E daí? E daí que isso pode ser evitado. Como? Chame a pessoa com quem você está tendo esse desconfortável imbróglio, peça uma água (ou uma cerveja, ou um café, ou sei lá), sente num lugar razoavelmente calmo e converse. ? Isso, converse com a pessoa abertamente e sem vergonha de tocar no assunto, não se irrite, não aumente o tom de voz, escute o que o outro tem a falar.

É possível? Sim. Caso você se sinta mal, tome água. Afinal, não foi por nada que eu incluí isso na lista do que fazer. Isso adianta? Eu acho que realmente resolve, não importa se você está discutindo uma relação amorosa, uma amizade ou negociando um carro, a compreensão mútua é extremamente necessária.

O que evitar? Decidir e discutir via twitter, orkut, facebook, myspace, MSN, Gtalk, ICQ, AOL, e-mail, até telefone ou qualquer outro meio de comunicação que não seja ao vivo. Frente a frente com o outro elemento, você compreende exatamente o que ele quer dizer (caso contrário você pergunta) e sabe exatamente como ele está reagindo às suas palavras, tanto observando o que o outro diz quanto a linguagem corporal, respiração, tom de voz. Além disso, você tem o poder do tato, do toque, o que pode potencializar em mil vezes o que você quer dizer, seja com um aperto de mão, um carinho, um beijo, um abraço ou um soco no nariz.

Então você é o guru? Não, nem perto disso, aliás, muito longe. Resolvi alguns conflitos meus e de terceiros nessas semanas, mas estou longe de saber qualquer coisa ou de entender isso, até porque eu sou teimoso e rabugento demais. Às vezes, eu acho que sou muito bom nesse negócio de resolver e ajeitar relações interpessoais, mas com uma exceção: toda e qualquer relação que tenha a ver comigo.

12
Feb
10

lembretes

- Dormir cedo

- Gather some information

- Instalar o chuveiro

Metódico e esquecido: Se não anotar, nunca lembro.

Metódico e esquecido: Se não anotar, nunca lembro.

E postar sobre três coisas: Musas (eu sei que estou devendo), Ill Communication e Carnaval




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