Archive for June, 2010

29
Jun
10

finalmente, a glória.

Acordei naquele dia ignorando todos os fatores externos.

Quando pisei no chão, a primeira coisa que pensei foi: “Hoje vou meter gol”.

Ao fim da noite, ganhei duas apostas. Abri uma champanhe.

Liguei para minha mãe e para os meus irmãos radiante, contando tudo que havia acontecido.

Por que? Leia abaixo.

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Fim da SECA: Alemão desencanta, faz três e OMQE goleia

No dia em que o Brasil fez 3 a 0 no Chile e se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo, apenas um atleta do Obina é Melhor que Eto’o equiparou o time verde e amarelo em gols. O ala Alemão, em noite inspirada, anotou nada menos que três tentos – e defendeu um pênalti -, sendo o grande personagem da vitória do OMQE sobre a Seleção das Estrelas do Curling de Areia (SECA) por 12 a 4.

Em partida com clima festivo, contando até com um descontraído “só vale gol de cabeça” com membros da arbitragem durante o aquecimento, ambas as equipes se uniram no círculo central para o grito de guerra conjunto: “Churrasco!”, bradaram os dois times.

Em quadra, o que se viu foi a Seleção fazer o primeiro tento, repetindo a tradição do Obina é Melhor que Eto’o de sempre – não importa a competição, o jogo ou a modalidade – tomar o primeiro gol para vencer de virada. “De virada é mais gostoso”, gesticulou Mudinho, que não consegue falar desde 1987 e voltou do departamento médico apenas para estar presente no confronto.

Revezando seus atletas diante de um time sem reservas, o OMQE terminou o primeiro tempo vencendo por 4 a 3. Foi aí que começou a arrancada. No início da segunda etapa, Vassallo (jogando na linha) deu o passe em profundidade para Brunella na linha de fundo, e o camisa 3 serviu Alemão, que só completou para as redes e saiu para uma emocionante comemoração.

Com o placar já mais dilatado, o camisa 11 aproveitou a noite inspirada para fazer o segundo tento. Alemão roubou a bola de Ksa – que apesar de diretor técnico do OMQE joga pelo SECA e até mandou uma bola no travessão durante a primeira etapa -  e tabelou com Brunella antes de dar um tapa de primeira, no cantinho, com categoria, para vencer o goleiro Jojo.

Moretti, Mudinho, Brunella, Chocolate e Vassallo também deixaram suas marcas no placar, e enquanto a partida começava a ter lances mais plásticos – tentativas de chapéus e rolinhos de ambos os lados – Alemão fez o terceiro gol chutando forte para vencer Ksa e encarar o adversário, com quem tinha apostado que faria gol primeiro.
Sem o arqueiro Bangu, o OMQE iniciou o jogo com o goleiro-linha Vassallo na meta, mas também testou Brunella, o capitão Obina, Moretti e até Alemão – que entrou só para defender o pênalti batido por Ksa e impedir o gol do arquirrival – debaixo das três traves.

O próprio Alemão teve uma penalidade para bater no último lance do jogo, mas, vendo que o arqueiro era o técnico do OMQE Rocky Balboa, preferiu chutar a Jabulani para defesa do goleiro (“Assim tenho mais chance nos outros jogos, disse) e finalmente ouvir o apito final.

Com a vitória, o OMQE soma nove pontos, se classificando em primeiro lugar no grupo (venceu o Ah! Como É Gostoso e PPC nas rodadas anteriores) e segue caminhando a passos largos para o bicampeonato. Mesmo eliminada, a Seleção das Estrelas do Curling de Areia – que balançou as redes obinenses com o veteraníssimo Chicão, Ralf (2x) e Jojo, não se mostrou insatisfeita. “Fiz um e agora pretendo fazer mais 999 neste primeiro semestre para completar mil gols antes que o Túlio Maravilha”, resumiu Jojo.

Celebridades – Após a partida, já fora do Cásper Soccer City 6th Floor Arena, Chocolate e Brunella ainda aproveitaram o gostinho da fama, dando entrevistas para o programa de Ronnie Von na TV Gazeta sobre o jogo do Brasil na Copa. Alemão, Ksa e Jojo aproveitaram a oportunidade para aparecerem de graça na televisão, como “o time de futebol da Cásper”.

25
Jun
10

confiança

Trust me?

Trust me?

O começo da história é obviamente nebuloso, mas depois que os exemplos forem colocados é que chegamos ao verdadeiro raciocínio.

“Out of the blue”, como diria a família, uma amiga surgiu e depois de uns minutos de conversa despretensiosa despejou uma puta história bom segredo nas minhas mãos. O que achei curioso foi que ninguém forçou uma brecha para pegar informação e eu sequer sabia o que havia acontecido, tinha “verdes” ou mesmo motivo para desconfiar de nada, e a intimidade entre ambos até então não havia chegado a tal nível.

Até que perguntei: “Por que você confiou em mim?”

Em conjunto com outra tentativa de resposta que não vem ao caso, tal pessoa falou: “Inexplicável.”


E é aqui que o raciocínio começa.

Por que confiar uma coisa importante a alguém?

Por que contar tudo a uma pessoa, esta podendo ou não fazer algo?

Sei que segredos – especialmente alguns – são muito pesados para serem carregados sozinhos, mas por que confiar em outro? Contar a sua vida, o que você está sentindo, o que você fez, o que outra pessoa fez, o que você acha de algo ou alguém, um segredo seu ou da sua família, de seus amigos, de suas amantes? Sair do trivial, ir para um nível imenso de intimidade, abrir o jogo?

Por que?

E porque confiar em mim? Eu tenho “confiável” escrito na minha testa? Não, acho que não.

Não é a primeira vez que alguém deposita confiança em mim sem eu ter feito grande coisa. Outras quatro ou cinco pessoas também abriram o jogo e me contaram coisas sem nem saber exatamente o motivo, tendo estas coisas alguma relação comigo ou não.

Em retribuição, posso assegurar que é um segredo bem guardado, ou uma ajuda tête-à-tête, ou alguns conselhos (em sua maioria sem grande elaboração), ou mesmo a função de advogado do diabo, defendendo o outro lado. Essa parte é uma das que eu mais gosto de fazer, pois acho que força ainda mais a busca de uma solução.

Enfim, irrelevando a forma de ajuda, sei de uma coisa: daqui não vaza mais nada.

Sei que tudo isso é o que todos falam, “pode me contar que eu não conto pra ninguém”, e que assim surgem diversas fofocas e coisas ruins. Mas é sempre assim: você só aprende quando sente na pele. Uma vez, me contaram um segredo e eu compartilhei com outra pessoa que nada tinha a ver com a história. Dias depois, uma enorme trama de telefone sem fio culminou em consequências drásticas: para a pessoa que me contou, para a pessoa que era alvo do segredo, para mim e para a pessoa que eu contei. Portanto, aprendi.


E voltando à linha de raciocínio: por que confiar em alguém que tem trust issues?

Que dificilmente dá o primeiro passo, a primeira informação, a primeira abertura?

Honestamente, eu não tenho a capacidade de confiar em alguém sem que me dêem plenos e perfeitos motivos (não sei sequer que motivos) para tal ou que confiem primeiro plenamente em mim. Prefiro – muito – ouvir a falar. Rebato cada pergunta, desconverso, fico quieto, não dou brecha, não dou abertura, falo besteira, faço brincadeirinha e se bobear até solto uma informação falsa para ver a reação. Não me pergunte a razão.

In the other way, adoro – fico maravilhado, sério – quando confiam em mim.

20
Jun
10

quase apanhei. mesmo.

Súmulas rasgadas, agressão e até polícia marcam semifinal

Felipe Collins Figueiredo

Em quadra, a partida semifinal da Série Bronze do Futsal masculino da Liga Paulista, entre ESPM e Direito PUC, vencida pelos estudantes de direito por 3 a 1. Fora dela e após o apito final, caos e descontrole. Após ter sido expulso durante a partida, Fábio Alexandre Caçador, técnico da Escola Superior de Propaganda e Marketing, protagonizou cenas de barbárie, sendo apenas contido com a chegada da polícia no Ginásio Idalina.

Surto do técnico da ESPM causou confusão e estragos. (Foto:  Felipe Collins Figueiredo / Esporte Universitário.Net)

Insatisfeito com a arbitragem, Fábio recebeu o cartão vermelho ainda durante o jogo, começando assim a confusão. De acordo com os mesários, o treinador ofendeu os árbitros, jogou água na quadra, chutou a mesa da arbitragem – quebrando assim o placar – e deixou a quadra de forma acintosa, batendo o portão.

Após o apito final e os tradicionais cumprimentos pós-partida, consolidada a derrota da ESPM para a PUC por 3 a 1, quando os árbitros já passavam as informações do jogo para a súmula, Fábio Alexandre voltou para perto da mesa e xingou mais uma vez todos os árbitros e até os representantes da Liga Paulista.

Nervoso, Fábio Alexandre chutou o banco de reservas para o  meio da<br />   quadra. (Foto: Felipe Collins Figueiredo/Esporte Universitario.Net)

Não satisfeito, o técnico voltou a entrar em quadra e a berrar com todos os presentes à mesa  – que tentavam acalmar a fúria do treinador -, antes de rasgar as súmulas do seu  jogo e de todos os anteriores, deixando a quadra novamente batendo o portão, não antes sem chutar o banco de reservas, jogando-o no meio da quadra.

Contido por um dos árbitros com quem discutia rispidamente, Fábio se dirigia à sua motocicleta na porta do ginásio, mas quando tudo parecia estar acabando, o treinador desvencilhou-se e partiu em direção ao repórter do Esporte Universitário.Net – que  registrava o ocorrido – , tentando agredi-lo. Após errar o golpe, Fábio foi novamente parado pelo árbitro, e seu frenesi só teve fim após duas viaturas de polícia – chamadas pela delegada da partida – chegarem ao ginásio. Ainda assim, o treinador deixou o Idalina visivelmente transtornado, e saiu sem prestar mais explicações às autoridades.

Súmulas foram rasgadas e atiradas ao chão pelo treinador de  futsal da ESPM. (Foto: Felipe Collins Figueiredo/Esporte  Universitário.Net)

A confusão criada por Fábio Alexandre pode ter consequências graves para o treinador. “Vamos ver direito o que aconteceu, mas ele deve ser banido da Liga Paulista”, explicou José Putarov Júnior, presidente da entidade organizadora da competição. Além disso, a delegada da partida, Karina Moraes, prestou boletim de ocorrência na polícia contra o treinador pelos danos causados – incluindo também a tentativa de agressão sofrida pelo repórter.

——–

Isso aconteceu há duas semanas.

E está ainda dando uma bela de uma polêmica.

Eu ia falar tudo que aconteceu, de cabeça quente e tal, mas preferi esperar para postar alguma coisa menos parcial. Me chamaram de imparcial, irresponsável, sensacionalista e até ridículo, quando tudo o que eu havia feito é relatado a realidade fielmente.

Na minha versão – o que não entra na matéria porque eu sou o repórter e não a fonte -, o técnico dos caras me viu anotando toda a confusão e partiu pra cima de mim. Eu estava longe, segurando um caderno e a câmera, e se eu não saio correndo e desvio, tinha tomado umas porradas.

Teve uma hora que eu pensei e até achei que fosse melhor se ele tivesse me acertado, aí sim ele estaria banido para sempre, perderia todos os empregos e até teria que prestar satisfações à polícia. Mas, pelo bem dele e até mesmo do site, resolvi deixar pra lá.

E segue a vida….

Só não espere de mim grande simpatia em um possível futuro encontro.

02
Jun
10

JUCA

Não vou falar muito porque são três horas da manhã que antecede o JUCA.

Aliás, nesta temporada os Jogos Universitários de Comunicação e Artes significarão muito para mim.

Pode (e deve) ser:

O JUCA do trabalho, porque o Esporte Universitário.Net estará lá.

O JUCA da experi, pois é o último como aluno e já sabemos como é.

O JUCA do xaveco (seria do amor?), já que é meu primeiro JUCA solteiro.

O JUCA do retardamento, pois sempre é assim.

O JUCA da torcida, já que este ano é um dos que mais vejo mobilização vermelha.

O JUCA do Homem-Pássaro, porque aqui é Cásper!

O JUCA das histórias, sempre melhores e mais inacreditáveis.

Uma coisa eu tenho certeza:

Só eu sei porque eu não fico em casa!

(nem na redação!)




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