Venho por meio desta postagem me entregar e falar sobe meu novo-velho amor. Depois dela estar presente em um dos (diversos) natais da minha família, eu tenho que abrir meu coração e minha cabeça para o mundo, porque conter um amor desses não faz bem.
Já a conhecia e gostava dela há muito tempo, mas só agora parei pra pensar que não tem outra igual e é ela pra sempre.
Tenho que confessar: Mesmo quando eu estava namorando, nunca consegui esquecê-la. ou deixar de gostar dela. Eu sei que isso é me expôr demais, mas é que é incontrolável, eu gosto muito dela pra ter segredos.
Para não deixá-los curiosos, vou começar a descrevê-la.
Ela é mais nova que eu. Tem 18. Muito amiga, um pouco maluca assim como todos nós, carinhosa. Às vezes fala alto e algumas coisas que não devia, mas geralmente tem coisas interessantes a dizer. Já viajou conosco diversas vezes, e sempre quer o melhor lugar do carro. É filha de uma amiga da família, então sempre fomos próximos até irmos nos conhecendo melhor.
Adora a natureza, gosta de fazer trilhas e viajar, mas tem um pouco de medo de pessoas estranhas, trovões e rojões, pois (assim como a minha mãe) tem ouvidos sensíveis. Falando em mãe, ela gosta muito da minha família toda, e isso pra mim é um fator determinante para o nosso novo-velho relacionamento.
Unhas sempre bem-cuidadas, cabelo sempre lavado e escovado, sempre impecável, praticamente uma metrossexual. Mas também é muito flexível, e não fica de frescurite quando é pra se sujar. Para comer, também não tem muita frescura, embora tenha um apreço especial por frango.
Muito amiga, sempre me escutou e me deu conselhos importantes em qualquer aspecto que eu conversasse com ela, independente de eu estar feliz ou triste. Até mesmo segurou a bronca diversas vezes quando eu estava puto e chutando tudo.
E ela tem um charme especial que a difere de todos nós. Muita gente pode achar estranho, mas essa garota tem cabelos grisalhos em boa parte do couro cabeludo. É mais branco que o da minha avó, mas em vez de achar isso estranho, eu gostei muito.
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O nome dela é LOBA.
É sério.
Não tem pessoa, bicho ou planta que eu goste mais do que essa cachorra.
Ontem eu estava morrendo de sono e fui ver um filme pra dormir, às 10 horas da noite. Mas aí liguei no “Marley e eu”, e quem disse que eu consegui dormir? Foi o terceiro filme da história que me fez chorar (a final do Mundial de Clubes contra o Liverpool é o #1, Forrest Gump é o #2) e assistir até o final.
Relacionamentos com cachorros são muito mais sinceros do que qualquer um com outro ser humano.
“Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”
- última frase do filme e do livro Marley e eu.

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