Archive for December, 2009

24
Dec
09

Amor

Venho por meio desta postagem me entregar e falar sobe meu novo-velho amor. Depois dela estar presente em um dos (diversos) natais da minha família, eu tenho que abrir meu coração e minha cabeça para o mundo, porque conter um amor desses não faz bem.

Já a conhecia e gostava dela há muito tempo, mas só agora parei pra pensar que não tem outra igual e é ela pra sempre.

Tenho que confessar: Mesmo quando eu estava namorando, nunca consegui esquecê-la. ou deixar de gostar dela.  Eu sei que isso é me expôr demais, mas é que é incontrolável, eu gosto muito dela pra ter segredos.

Para não deixá-los curiosos, vou começar a descrevê-la.

Ela é mais nova que eu. Tem 18. Muito amiga, um pouco maluca assim como todos nós, carinhosa. Às vezes fala alto e algumas coisas que não devia, mas geralmente tem coisas interessantes a dizer. Já viajou conosco diversas vezes, e sempre quer o melhor lugar do carro. É filha de uma amiga da família, então sempre fomos próximos até irmos nos conhecendo melhor.

Adora a natureza, gosta de fazer trilhas e viajar, mas tem um pouco de medo de pessoas estranhas, trovões e rojões, pois (assim como a minha mãe) tem ouvidos sensíveis. Falando em mãe, ela gosta muito da minha família toda, e isso pra mim é um fator determinante para o nosso novo-velho relacionamento.

Unhas sempre bem-cuidadas, cabelo sempre lavado e escovado, sempre impecável, praticamente uma metrossexual. Mas também é muito flexível, e não fica de frescurite quando é pra se sujar. Para comer, também não tem muita frescura, embora tenha um apreço especial por frango.

Muito amiga, sempre me escutou e me deu conselhos importantes em qualquer aspecto que eu conversasse com ela, independente de eu estar feliz ou triste. Até mesmo segurou a bronca diversas vezes quando eu estava puto e chutando tudo.

E ela tem um charme especial que a difere de todos nós. Muita gente pode achar estranho, mas essa garota tem cabelos grisalhos em boa parte do couro cabeludo. É mais branco que o da minha avó, mas em vez de achar isso estranho, eu gostei muito.

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O nome dela é LOBA.

Vê se dá pra resistir?

Vê se dá pra resistir?

É sério.

Não tem pessoa, bicho ou planta que eu goste mais do que essa cachorra.

Ontem eu estava morrendo de sono e fui ver um filme pra dormir, às 10 horas da noite. Mas aí liguei no “Marley e eu”, e quem disse que eu consegui dormir? Foi o terceiro filme da história que me fez chorar (a final do Mundial de Clubes contra o Liverpool é o #1, Forrest Gump é o #2) e assistir até o final.

Relacionamentos com cachorros são muito mais sinceros do que qualquer um com outro ser humano.

“Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”
- última frase do filme e do livro Marley e eu.

14
Dec
09

Números

Nasci em 89,

portanto tenho 20.

Sempre fui de números ímpares,

Adorava o 7, tive o 19 como favorito durante muito tempo

Fui campeão por duas vezes vestindo a 11.

Já tive 3 números de celular, inúmeros números de bancos, senhas, códigos, equações, datas.

Este próprio blog é 1,2,3 e uma brincadeirinha com o 4 alemão.

Mas meu número é mesmo o 12.

E eu só gosto de 1(a).

(E escr3vo ass1m c1fr4d0 p0rque  a1nda estou a c0loc4r as id3ias em ordem.)

01
Dec
09

Sobre cozinha

Descobri que meu estômago tem mais a ver com meu cérebro do que com suas funções propriamente ditas. Minha capacidade de digestão, manutenção da comida no corpo, azias, estomatites e cólicas estomacais estão intimamente ligadas ao meu cotidiano, minhas relações interpessoais e à minha atividade cerebral. Quanto maior o caos, maior a dor, mais o estômago pula, queima, se rebela e piqueteia junto com alguns de meus outros órgãos internos.

Lembro-me de uma discussão que não vinha tendo um bom caminho, e antes dela ter fim eu precisei sair correndo e “pôr os cachorros pra fora”. Pois bem, o momento passou, a pessoa passou, mas o estômago segue firme (?) e forte (?) com seus pulos, borboletas, reviravoltas e incêndios.

Tendo isso em vista, e obviamente não poderia me expôr, o código-tema e fonte da postagem que você lê neste momento é a cozinha, os alimentos, a comida. Como eu não poderia deixar de fazer uso das metáforas ou de nada do tipo, vai tudo encrypted assim mesmo. Até o meu raciocínio fica melhor.

Bom seria se o bolo da minha vida não desandasse...

Bom seria se o bolo da minha vida não desandasse nunca...

Bom, comecemos:

Eu tinha um bolo. Ele estava no forno há um bom tempo, muito bem preparado, cozinhando com maestria, ingredientes certos e a pitadinha de sal que sempre falta em algumas receitas. Receita exclusiva, doce, gostosa. Então, sem muito aviso, o bolo começou a dar sinais de que iria desandar. Nada muito claro, mas por premeditação tiramos o bolo do forno. E começou a desandar mesmo fora, tanto o bolo como o próprio cozinheiro.

Já ciente de que o bolo queimaria se voltasse para o forno em temperatura alta, principalmente depois de colocar outro docinho no meio do caminho, mesmo assim resolveu tentar recuperar rapidinho sua obra prima do mundo gastronômico, mas esta começou a queimar e desandar de vez, especialmente depois do tira-põe-tira-põe no forno.  Então, nada mais a fazer se não tirar o bolo mais uma vez.

Então, o que fazer? Apostar em doces pequenos e fáceis de fazer, mas que ficam prontos rápido e apesar de saborosos não dão nenhuma satisfação adicional para o cuidadoso chef que os prepara? Fazer um bolo com os ingredientes destes doces após degustá-los? Juntando os ingredientes, a impressão inicial que se tem é que pode ser saboroso, e é realmente gostoso quando degustado, o que leva à talvez continuar com a receita, mas que pode demorar a dar liga. Tal por displicência e falta de vontade do cozinheiro, que não consegue elaborar bem nenhuma outra receita após ou esquecer do bolo magistral cair pelas tabelas, tal por azar, tal por uma percepção do chef, que visualizou, não sem a ajuda de um óculos especial, um cozinheiro amigo com problemas com uma receita muito parecida que desandou antes mesmo de entrar no forno.

Por interferência oculta deste companheiro de cozinha, que certamente ainda não sabe da história, o chef pensa duas vezes antes de botar a mão na massa. Pois bem, é melhor deixar uma receita de lado a perder um grandioso colega de profissão. Mas tudo depende. Agora, por favor, perdoem a licença poética, mas terei que ser tão decidido quanto o Cléber Machado: Pode continuar a receita? Pode. Pode dar liga? Pode. Pode não dar? Pode. Pode tentar abandonar a nova receita e tentar dar nova forma ao desandado, queimado e deixado bolo antigo, para que este retorne triunfalmente? Pode ser. Pode não fazer nenhuma das anteriores? Pode. Não sei, a panela pode achar uma coisa, o fogão outra. Realmente não sei. E como não vou conseguir desvelar isso tão cedo, farei como o Ultraje a Rigor: “eu não tô sabendo nada mas também não quero nem saber“.

Uma coisa é certa: O cozinheiro talentoso e inconstante havia perdido a mão.




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